terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Pulseiras do sexo- Para as turmas 221 e 222- Colégio Fátima

"Uma menina de 13 anos foi estuprada em Londrina (PR) por quatro adolescentes depois de ter arrebentado um acessório conhecido como "pulseira do sexo". O adereço faz parte de uma espécie de jogo em que cada cor representa um ato afetivo ou sexual. Em teoria, a pessoa que teve a pulseira arrebentada precisa cumprir o que comanda aquela cor. Este não é o primeiro caso registrado em Londrina, mas é o mais grave. O delegado-chefe da 10.ª Subdivisão Policial, Sérgio Barroso, disse que um inquérito foi aberto para apurar os fatos. Segundo ele, a adolescente usava o adereço, quando foi abordada próximo ao Terminal Central Urbano, na semana passada. Ao ter uma das pulseiras arrebentadas, a de cor preta, a menina ficaria obrigada pelo jogo a ter relações sexuais com quem a rompeu."

[Jornal de Londrina, 30/03/2010]

"As pulseiras sinalizam uma disponibilidade sexual aparentemente fácil, mas difícil de se assumir e absurda, mesmo entre adultos bem resolvidos. No pulso desses jovens, tornam-se uma autoameaça à integridade física, psíquica e moral. [...] Vetar o comércio e o uso não atinge o âmago da questão, apesar de ser uma tentativa honesta de debelar o mal pela raiz. Porém, pode até estimular o uso camuflado ou gerar polêmica. [...] Essa sociedade negligencia, quando contempla atônita e não decodifica que as pulseiras algemam, tornando os jovens presas fáceis de um modismo insensato, um comportamento de grupo autodestrutivo."

[Carmita Abdo, psiquiatra e professora do Departamento de Psiquiatria da USP, Folha de S. Paulo, 11 de abril de 2010]

1) "Sou a favor da proibição das pulseirinhas do sexo. Sexo é uma parte importante da vida adulta e deve ser encarado com respeito, que começa pelo respeito ao próprio corpo. A maturidade emocional certamente fará as adolescentes entenderem que a proibição do uso e venda foi para protegê-las. A palavra sexo não é tabu, mas não é brincadeira. Por que não ensinamos a educação afetiva junto com a educação sexual? O amor, seja ele filial, fraternal ou com interesse sexual, orienta para uma vida melhor."

2) "Proibir pulseiras é falso moralismo e conivência com o crime. Tendo em vista as propostas que visam proibir que adolescentes usem determinadas pulseiras de plástico colorido, devido à ocorrência de crimes contra meninas em que os delinqüentes teriam alegado uma suposta conotação sexual desses adereços, sinto-me no dever de manifestar a mais profunda indignação e revolta contra essa odiosa inversão de valores."

3) "Perfeito. Tem que proibir mesmo, pulseiras, celulares, bonés. Escola é para estudar, se preparar para o futuro. Daria uma sugestão: mudar também a lei para quem agride profissionais de educação: Se o aluno for maior, cadeia nele, mas se for menor punir os pais do transgressor que não souberam educar o malandro. Nota 1000."

[De jornais e da internet]

"Em casa ou na escola, tudo do que as adolescentes não precisam é se sentirem oprimidas. Estabelecer regras e impor certos limites é fundamental, mas elas necessitam igualmente de carinho e, principalmente, de espaço para falar o que sentem. É dessa forma que as pulseiras voltarão a significar apenas um adorno, em vez de um carimbo de mulher-objeto".

[Albertina Duarte Takiuti, ginecologista, coordenadora do Programa de Saúde da Adolescente, Secretaria de Estado da Saúde (SP), em O Estado de S. Paulo, 11,04/2010)
Em São Paulo (SP), dois vereadores da capital e uma deputada estadual apresentaram projetos para proibir o uso das chamadas "pulseiras do sexo" nas escolas e até a comercialização da bijuteria. Algumas cidades, como Manaus (AM) e Maringá (PR), já instituíram a proibição. Segundo seus propositores, a medida se tornou necessária após o estupro de uma adolescente em Londrina (PR), supostamente motivado pelo uso de uma das tais pulseirinhas. Muita gente concorda com eles, mas a questão é, decerto, polêmica, até porque não fica absolutamente claro o que a proibição pode resolver. A coletânea que segue traz informações e opiniões sobre a questão. Depois de ler e refletir sobre elas, apresente a sua opinião: proibir pode ser uma solução eficaz? Para quê?”

educacao.uol.com.br/banco de redacoe/propostas


Turmas 231 e 232- Colégio Fátima- Texto 2

Ambos os textos são de sites relacionados ao campeonato. Os endereços estão no fim de cada texto. Boa leitura. Abraços da profª. Lisa

Campeonato Brasileiro 1987

Sport, o Campeão Brasileiro de 1987
Em 1987, o Sport Club do Recife viveu dias de glória, se sagrando Campeão Brasileiro de 1987. Uma vitória conquistada no campo e nos tribunais. O título foi resultado de uma verdadeira batalha judicial, envolvendo desde a CBF à própria Fifa, numa briga entra cartolas pernambucanos e cariocas.
Isso porque o Flamengo declarou-se Campeão Brasileiro à revelia das normas definidas pela CBF, alegando ser o vitorioso na etapa que envolvia o Clube do 13. Na verdade , o Flamengo descumpriu a tabela que exigia um jogo entre o finalistra do Clube do 13 e o finalista entre os 19 restantes. Segundo o então presidente do Sport, na época, Homero Lacerda, o campeonato fora vendido para a Rede Globo de Televisão e outros grandes patrocinadores, que por conta própria resolveram encerrá-lo ao final da disputa entre os 13 clubes. O que fez o Flamengo deixar de comparecer à partida final contra o Sport.
Depois de muita briga na Justiça, a CBF e a Fifa legitimaram o Sport como Campeão Brasileiro de Futebol e consideraram que o Flamengo perdeu de W.O por não ter comparecido à partida final. A prova disso é que o Sport foi o representante do Brasil na Libertadores da América. Para Homero, o Leão somou uma vitória que confirma a garra e determinação do time pernambucano. Com certeza o título brasileiro, polêmico e sofrido, arrancado duplamente, em campo e na Justiça, representa o maior troféu da imensa coleção que contitui o museu rubro-negro. Assim a camisa do clube passou a contar com a estrela dourada de Campeão do Brasil!
Campanha do Sport

Em 27/01/88 vencemos o Flamengo por WO assim como o Guarani vencia o Internacional, também por WO. Marcaram-se então as duas partidas finais para 31/01 em Campinas e 07/02 aqui na Ilha. O primeiro jogo acabou em um empate de 1x1, tendo Betão de pênalti marcado a nosso favor. A grande final foi marcada na Ilha dia 07/02/88 e como de costume, ela estava lotada. O jogo foi transmitido ao vivo para todo Brasil pelo SBT. Uma verdadeira festa que assombrou a todos aqueles que nunca acreditaram naquilo. Girândolas, fumaça colorida, leonetes, tudo que se tinha direito para a ocasião.
O jogo se inicia com o Sport para cima e o Bugre um pouco inibido, talvez pelo nervosismo. Ao passar do tempo o Sport continua melhor embora o Guarani comece a se aprumar na partida. Estevam, nosso capitão, desperdiça uma cabeçada com a barra aberta. No segundo tempo é que tudo acontece. A partida continua no mesmo ritmo até que aos 20 minutos, Betão bate escanteio com precisão impar na cabeça de Marco Antonio, que mete a bola para o fundo das redes fazendo a Ilha explodir de emoção. E esse gol foi o suficiente para sermos campeões Nacionais de 1987. Conseguimos suportar a pressão desordenada do Guarani que o juiz deu a partida por encerrada. Foi simplesmente fantástica a festa. Toda torcida queria estar junto de seus heróis. O troféu estava lá. Foi erguido por Estevam num momento histórico para o Leão da praça da Bandeira. E a partir daquela data todo torcedor do Sport pôde encher a boca e o peito de orgulho para dizer: EU SOU CAMPEÃO BRASILEIRO DE FUTEBOL!

O ULTIMO SUSPIRO DOS CORRE CAMPO
Numa ultima e desesperada tentativa de impedir a homologação do titulo Rubro-Negro, Manoel Tubino, a mando de Marcio Braga, alega que as partidas finais daquele campeonato de 1987 deveriam ser anuladas, pois haviam ocorrido no ano de 1988 e tal precedente só poderia ser aberto mediante a uma solicitação documental à C.N.D. Porém, o blefe só serviu para desmoraliza-lo, pois Abi Chedid apresentou copia do fax em que Tubino autorizava a realização de partidas do campeonato no ano de 88. Assim, todos os recursos na justiça desportiva se esgotaram.
O Flamengo tentou por diversas vezes recorrer a justiça comum obtendo fracassos estrondosos. Até que desistiu sob ameaça de ser punido pela FIFA. Assim sendo o Sport Club do Recife é o único campeão Brasileiro com o titulo atestado pela justiça desportiva e comum. E essa luta Titânica revelou a toda a Nação como nosso amado Sport Club do Recife é forte e grande.




www.meusport.com/spor/capeonato_Brasileiro_1987

Texto 1 Proposta para as turmas 231 e 232- Qual é a sua opinião: Flamengo ou Sport???

Neste blog, foram postados dois vídeos do youtube e dois textos que contextualizam a discussão sobre: quem é o verdadeiro Campeão Brasileiro de 1987?
  
Com base nas ideias apresentadas nos textos e vídeos, elabore um texto dissertativo em que você exponha e defenda seu ponto de vista sobre o seguinte questionamento: quem é verdadeiro campeão brasileiro de 1987? Seu texto deve ter, no mínimo, 20  linhas e, no máximo, 25 linhas. Não se esqueça de dar um título a seu texto.



Campeonato brasileiro de 1987

Campeonato brasileiro de 1987

"Foi o ano da revolução no futebol brasileiro. Revoltados com o imenso prejuízo nos últimos anos, os trezes maiores clubes do país (Flamengo, Fluminense, Vasco, Botafogo, Santos, São Paulo ou melhor São Bambi, CorinthiansRonaldo é melhor que Etô!!!), Palmeiras, Atlético MG, Cruzeiro, Grêmio (Até a pé nós iremos....), Inter e Bahia) bateram o pé, enfrentaram a CBF e resolveram montar um campeonato paralelo. A discussão tornou-se perigosa, já que a FIFA entrou na parada e ameaçou suspender todos os clubes que desrespeitassem a entidade maior do futebol brasileiro. Aí, surgiu uma conciliação. O recém formado Clube dos Treze formaria um Módulo principal (o Verde) junto com outros três que seriam convidados e daí sairia o campeão brasileiro. Em contra partida, a CBF organizaria mais três módulos (Amarelo, Azul e Branco, respectivamente a Segunda, Terceira e Quarta divisões) para prestigiar seus compromissos políticos com as demais federações nacionais. Quando tudo parecia resolvido, surgiu outro grave problema.
No meio da Copa União, a CBF, pressionada politicamente, resolveu mudar o regulamento e impôs um quadrangular final entre o campeão e vice do Módulo Verde e Amarelo, de onde sairia o campeão brasileiro de 1987. Claro que o Clube dos Treze não aceitou em hipótese nenhuma o confronto entre os dois primeiros colocados da Primeira Divisão contra a Segundona. Enquanto o Módulo Verde só tinha clubes consagrados, o Amarelo contava com equipes de menor expressão. Com a bola rolando, o Atlético Mg fez uma primeira fase impressionante. Jogando 15 vezes, não perdeu um jogo sequer. E olha que só tinha time grande. Junto com o Galo, também conseguiram vaga nas semifinais o Flamengo, Cruzeiro e internacional. Os times mineiros tiveram o privilégio de jogar a segunda partida em casa, por terem melhor campanha. O Cruzeiro segurou o Inter no Beira-Rio na primeira partida: 0 a 0. Na volta, o placar se repetiu. O regulamento previa uma prorrogação de 30 minutos e foi aí que o Inter se deu bem; fez 1 a 0 e garantiu a vaga na final.
Na outra semifinal, o invicto Atlético Mg pegou o Flamengo no Maracanã. Impulsionado pela sua gigantesca torcida, o time rubro-negro venceu por 1 a 0, gol de Bebeto. No Mineirão, os mineiros estavam preocupados com a sina que perseguia o Galo nos Campeonatos Brasileiros. Aconteceria de novo? No início parecia que sim. Com uma grande atuação de Renato Gaúcho e Zico, o time carioca fez 2 a 0. Como jogava pelo empate, o Fla relaxou e permitiu o empate dos mineiros. Quando a torcida se enchia de esperança, Renato Gaúcho, em uma arrancada fenomenal, driblou o goleiro e fez o gol da vitória do Flamengo. Mais uma vez, o Atlético MG perdia em casa sua classificação. O pior é que o time só perdeu duas vezes na competição, justamente quando não podia.
Mostrava mais uma vez naquele ano que craque o Flamengo faz em casa, um time que contava comZé Carlos, Leandro, Leonardo, Andrade, Aílton, Zico, Aldair e Zinho, a grande maioria deles com ótima passagem pela Seleção Brasileira. Era uma máquina de jogar futebol.
O Flamengo era o grande favorito da final. Como se não bastasse eliminar o bicho-papão da Copa União, o time vinha embalado e subindo de produção. O Inter estava numa situação inversa. Depois de assegurar a vaga na semifinal com um ótimo primeiro turno, os gaúchos ficaram em penúltimo no segundo. No Beira-Rio, no dia 6 de dezembro, com um público de 62.228 pagantes, o Flamengo saiu na frente com Bebeto, mas, o Inter empatou.
No Maracanã, dia 13 de dezembro, a massa rubro-negra lotou para acompanhar o que seria o quarto título rubro-negro, um dilúvio não impediu que mais de 90 mil pagantes vissem um domínio total do Flamengo. Bebeto fez 1 a 0 logo no início do primeiro tempo. O Inter não conseguiu reagir em nenhum momento do jogo. A meta de Zé Carlos nunca foi ameaçada. A defesa com Jorginho, Edinho, Leandro e Leonardo comportou-se maravilhosamente. A festa estava completa. O Flamengo conquista seu quarto título nacional. Última conquista de um título Brasileiro do Flamengo sob o comando do grande Zico"

Fonte- blog:campeaodomundoepentacampeao.blogspot.com








sábado, 19 de fevereiro de 2011

Para ler... MUUUUITO BOM....ESPERO QUE GOSTEM!!!

 A PRINCÍPIO ou
A FELICIDADE REALISTA
martha medeiros
De norte a sul, de leste a oeste, todo mundo quer ser feliz. Não é tarefa das mais fáceis. A princípio, bastaria ter saúde, dinheiro e amor, o que já é um pacote louvável, mas nossos desejos são ainda  mais complexos.
Não basta que a gente esteja sem febre: queremos, além de saúde, ser magérrimos,sarados, irresistíveis. Dinheiro? Não basta termos para pagar o aluguel, a comida e o cinema: queremos a piscina olímpica, a bolsa Louis Vitton e uma temporada num spa cinco estrelas.
E quanto ao amor? Ah, o amor... não basta termos alguém com quem podemos conversar, dividir uma pizza e fazer sexo de vez em quando. Isso é pensar pequeno: queremos AMOR, todinho maiúsculo. Queremos estar visceralmente apaixonados, queremos ser surpreendidos por declarações e presentes inesperados, queremos jantar à luz de velas de segunda a domingo, queremos sexo selvagem e diário,queremos ser felizes assim e não de outro jeito.
É o que dá ver tanta televisão. Simplesmente esquecemos de tentar ser felizes de uma forma mais realista. Por que só podemos ser felizes formando um par e não como pares? Ter um parceiro constante, não é sinônimo de felicidade, a não ser que seja a felicidade de estar correspondendo a expectativas da sociedade, mas isso é outro assunto. Você pode ser feliz solteiro, feliz com uns romances ocasionais, feliz com parceiros, feliz sem nenhum. Não existe amor minúsculo, principalmente quando se trata de amor-próprio.
Dinheiro é uma benção. Quem tem, precisa aproveitá-lo, gastá-lo, usufruí-lo. Não perder tempo juntando, juntando, juntando. Apenas o suficiente para se sentir seguro, mas não aprisionado. E se a gente tem pouco, é com este pouco que vai tentar segurar a onda, buscando coisas que saiam de graça, como  um pouco de humor, um pouco de fé e um pouco de criatividade.
Ser feliz de uma forma realista é fazer o possível e aceitar o improvável. Fazer exercícios sem almejar passarelas, trabalhar sem almejar o estrelato, amar sem almejar o eterno. Olhe para o relógio: hora de acordar.
 É importante pensar-se ao extremo,buscar lá dentro o que nos mobiliza, instiga e conduz mas sem exigir-se desumanamente. A vida não é um game onde só quem testa seus limites é que leva o prêmio. Não sejamos vítimas ingênuas desta tal competitividade. Se a meta está alta demais, reduza-a. Se você não está de acordo com as regras, demita-se. Invente seu próprio jogo.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Para as turmas 221 e 222- Colégio Fátima

Para reforçar....
Complemento da aula do dia 18/02/11.

1 – (STA. CASA – SP) – Em qual dos exemplos abaixo está presente um caso de derivação parassintética?

a) Lá vem ele, vitorioso do combate.
b) Ora, vá plantar batatas!
c) Começou o ataque.
d) Assustado, continuou a se distanciar do animal.
e) Não vou mais me entristecer, vou é cantar.

Resposta: E

A parassíntese é a junção simultânea de prefixo e sufixo à palavra primitiva.
 Para verificar tal derivação basta retirar o prefixo ou o sufixo da palavra. Se a palavra deixar de ter sentido, então ela foi formada por derivação parassintética.

2 – (UFPR) – Assinale a(s) alternativa(s) em que a(s) palavra(s) destacada(s) é(são) formada(s) por parassíntese e some os valores.
 1 – Lá vem ele, vitorioso do mergulho.
2 – Ora, vá plantar batatas!
4 – Assustado, continuou a se distanciar do animal.
8 – Não vou mais me entristecer, vou é cantar.
16 – Ele é um desalmado.
32 – Encontrou-a no corredor deitada.
64 – Infelizmente as coisas não saíram como supúnhamos.

Resposta: 24

Esta é uma questão que envolve flexão de número dos substantivos terminados em ÃO, IL, X e plural dos diminutivos.
 Cidadão » plural cidadãos;
Mal » plural males;
Cirurgião » plural cirurgiões ou cirurgiães;
O tórax » plural os tórax;
Animalzinho » plural animaizinhos;
Fóssil » plural fósseis;
Réptil ou reptil » plural répteis ou reptis.

3– (UMC/MOJI – SP) – Indique o vocábulo que muda de sentido no plural:
 a) fóssil
b) féria
c) réptil
d) cânon
e) broto

Resposta: B 
A palavra féria significa renda diária no plural – férias – significa descanso, repouso, ou seja, o período aquisitivo de descanso que o trabalhador tem direito.

 

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

1º dia de aula. Boa leitura. Parabéns ao autor.

Uma mensagem de aluno: convite à reflexão.


        

Primeiro dia de aula de redação, a professora se apresentou e disse que gostaria de fazer uma avaliação com os alunos para verificar o nível da turma. Pediu para que ninguém se preocupasse, pois não iria exigir muito da turma. O exercício constava em elaborar uma redação. O tema seria livre e não haveria nenhuma restrição quanto a quantidade de linhas do texto. O tempo previsto para o término da redação seria de uma hora e vinte minutos. Naquele exercício só haveria uma exceção, não seria admitido escrever sobre esportes. Na concepção da professora, esse era o tema mais explorado pelos alunos, ou seja, o mais “batido”.
De caneta na mão e papel rascunho em cima da mesa, comecei a pensar no que escrever. Em princípio, nenhuma idéia me veio à cabeça. O tempo começou a passar e nem ao menos havia decidido sobre qual assunto iria escrever. Após alguns calafrios e a sensação de que não iria conseguir fazer nada, surgiu a idéia de descrever aquilo que estava se passando comigo naquele momento. Após muito sofrimento, consegui redigir algumas linhas. Em torno de vinte.
No texto, descrevi sobre aqueles momentos e, também, sobre o fato de não poder falar sobre os esportes. E, numa infeliz referência feita no texto, perguntei se a professora, quando criança, não havia sofrido algum tipo de trauma nas aulas de educação física, simplesmente, pelo fato dela ter excluído o tema esportes. Realmente fui muito infeliz nessa colocação. Não tive a menor intenção de desmerece-la ou julgá-la. Entretanto, aquelas vinte linhas redigidas com a maior dificuldade, haveria de ser o meu martírio por muito tempo. E isso ocorreu depois da correção do teste. A professora ao corrigir o texto, fez alguns comentários que até hoje não consigo apagar de minha mente. Ela afirmou que existiam alunos despreparados, SEM NADA NA CABEÇA, que não sabiam falar de outro assunto a não ser aquele. A prova disso era aquele texto, ridículo, merecedor de um zero. Li uma, duas, três e reli várias outras vezes. Não conseguia acreditar naquilo. O texto feito com tanta dificuldade e sofrimento, porém com comentários tão pejorativos.
Na sala todos os outros alunos comentavam sobre o teste, menos eu. Peguei a redação e a escondi. Pedi licença a professora e fui chorar num canto do banheiro. Por ali, permaneci até ao final da aula. Foi uma experiência horrível da qual jamais comentei com ninguém. E o pior, foram as conseqüências do fato. Toda vez que a professora entrava na sala de aula sentia a maior vontade de sumir, de correr, de estar em qualquer lugar, menos ali. Foi um ano escolar muito difícil. Minhas notas em redação durante todo aquele ano foram baixíssimas, entretanto acabei passando de ano   em função das boas notas tiradas em gramática.

AUTOR DESCONHECIDO























domingo, 13 de fevereiro de 2011

Tema de redação do vestibular 2011- UFSM

Discutindo o Tema de Redação do Vestibular da UFSM 2011

...a entrada do Estado no Complexo do Alemão no Rio de Janeiro, numa estratégia de enfrentamento do crime organizado, especialmente do narcotráfico...  Em sua opinião, qual a lição mais importante que esse episódio deixa para o país e para os brasileiros?
Argumente em um texto dissertativo argumentativo com 20 a 25 linhas de forma convincente.

A pergunta.... da atualidade
O contexto.... a entrada da polícia no complexo do alemão
Qual a lição? Coragem??? Perseverança??? Esperança???

A estrutura sempre é trabalhada em aula e o conteúdo??? A informação?? A visão crítica?? É com o aluno. É preciso ler, ler, ler... estar informado.

Observação: o tema foi apresentado na rádio Atlântida por um representante da coperves no dia da prova. Os comentários são meus.  Ainda não consegui o tema impresso. Estou acompanhando o site da coperves. Aproveitem. Abraços da profª. Lisa

sábado, 12 de fevereiro de 2011

TEMA da UFSM- Vestibular 2010

Caros (as) alunos(a), estamos iniciando uma nova etapa. É tempo de organização, é preciso focar, decidir por algo e "correr atrás". Vamos lá!!! Aproveite mais este tema. Escreva, escreva muito.....

O tema da prova de redação do Vestibular 2010 da UFSM foi o seguinte:
Suponha que fosse abolido o vestibular tradicional nas universidades federais do país. A partir disso, escolha uma das alternativas abaixo que, em sua opinião, poderia substituir o modelo atual.
A. ( ) Exame Nacional obrigatório aos egressos do ensino médio.
B. ( ) Seleção seriada, ou seja, uma prova a cada final dos três anos do ensino médio.
C. ( ) Sorteio de vagas, sem necessidade de um exame para seleção.
D. ( ) Universalização do ingresso ao ensino superior, ou seja, vagas para todos.
E. ( ) Seleção a partir da média de notas obtidas ao longo do ensino médio.
Elabore uma dissertação que apresente argumentos e dados concretos que justifiquem a aplicação do modelo escolhido e apontem sua viabilidade, bem como justificativas para a rejeição dos demais.
Sua redação deve ter, no mínino, 15 linhas e, no máximo, 25 linhas. “Não se esqueça de dar título ao seu texto.”

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

HALLIDAY- "PAI" da Gramática-Sistêmico- Funcional- O que é texto???

Uma das primeiras reflexões sobre o texto foi feita por M. A. K. Halliday (1976): "Um texto não é algo maior que uma frase; é algo que difere da frase pela sua natureza. Um texto é encarado como uma unidade semântica: uma unidade não de forma mas de significado. Um texto não é um conjunto de frases, é realizado e codificado por frases". Esta concepção de texto como unidade semântica diferente da frase constitui uma novidade em relação às concepções tradicionais que entendiam o texto como "sequência bem formada de frases ligadas progressivamente para um fim" (D. Slakta, 1985)...."um texto tem textualidade e isso é o que o distingue de outra coisa que não é um texto"....

Como os maiores interesses desse blog são leitura e escrita, vamos ler mais um texto que foi escrito por mim. Foi modificado para preservar nomes e instituição. Espero que curtam. Abraços. Profª. Lisa


Aprender a escrever é aprender a pensar.

Ter a oportunidade de pensar sobre a vida é um presente de Deus. A Campanha da Fraternidade de 2008 abordou uma temática que nos envolveu como pessoas num trabalho inquiridor e ao mesmo tempo desafiador: “escolhe, pois, a vida” (Dt 30,19b) – é tomado do livro do Deuteronômio, escrito há muito tempo e tão atual. É importante fazer escolhas e optar pela vida é sempre o mais certo, trata-se de escolher um futuro de esperanças e isso pode contemplar a globalidade das decisões humanas, sabe-se, pois, que nossas escolhas têm conseqüências sobre a vida no futuro.
Envolvendo isso à sala de aula, pode-se dizer que promover a leitura e produção textual é, no mínimo, desafiador, pois apesar de a escola ser, teoricamente, o espaço para essa construção, temos alguns adversários poderosos em nosso entorno. A internet é um exemplo, mas é possível, então, envolvê-la no processo fazendo-a instrumento aliado ao trabalho em sala de aula.
Nesse sentido, o texto serve como uma espécie de guia. Já que através dele tem-se o privilégio de passar aos outros nossos sonhos, nossos desejos, nossas inquietações, nossas alegrias e até nossas tristezas. Pela experiência em sala de aula no ensino médio e no ensino fundamental, percebo que é imprescindível um trabalho de leitura e produção textual que, ao mesmo tempo em que atenda às expectativas do aluno em relação a um bom desempenho no concurso vestibular, também privilegie o texto como um espaço em que o aluno possa ser leitor e também autor, utilizando suas experiências de vida e seu conhecimento prévio.
Para isso é preciso que o professor tenha uma relação íntima com a leitura e a escrita, como já dizia Othon Garcia “assim como não é possível dar o que não se tem, não se pode transmitir o que a mente não criou ou aprisionou”, na falta desse processo, perdem todos: alunos, professores e sociedade em geral.
Tanto a escrita como a leitura são fundamentais para nosso crescimento enquanto pessoas pois ao interpretar o texto e atribuir-lhe significado, o aluno lança mão de conhecimentos extralinguísticos: do mundo, do assunto em questão, de outros textos que contribuem para sua interpretação. Em suma, o leitor/escritor torna-se mais eficiente à medida que lê mais, de maneira cada vez mais ativa e inquiridora. Estes são alguns de nossos objetivos enquanto professores/leitores em prol de uma sociedade melhor.

Texto Adaptado.
Texto usado na apresentação da coletânea de textos e desenhos do projeto Talentos Literários de 2008.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Antes de mais nada, não se trata de pessimismo. É só mais uma forma de ver a situação.Não tenho a pretensão de convencer ninguém. Quero apenas provocar. Como diz Cury"... não me curvaria diante de nenhuma autoridade política:..mas me curvaria diante de todos... e alunos do mundo. São eles que podem mudar o teatro social. São atores insubstituíveis..."

                                                        Não sei....

“Grande pátria desimportante. Em nenhum instante eu vou te trair (Não vou te trair)” dizia Cazuza em sua música. Já, na paródia da canção do exílio, temos um outro parecer sobre nossa “Pátria Amada”, “Minha terra tem políticos que, em tempos de campanha, compram muitos eleitores usando conhecidas artimanhas. Aqui se compra tudo com a melhor intenção. Compra-se até deputado para garantir eleição”. Infelizmente, é constante essa necessidade de se buscar a redução das desigualdades e a justa utilização das verbas públicas. Reduzir a burocracia, a corrupção e o desperdício são processos fundamentais para o combate à pobreza e à violência no Brasil. Nesse contexto, não é difícil perceber que se vive em um período único na história da humanidade. Estamos vivendo em uma época de muitas carências de sonhos, conhecimento, dignidade, honra e sinceridade. A sociedade é dominada por razões que visam ao benefício próprio e a um jogo desenfreado pelo poder político, social, econômico e religioso.
 No entanto, nesse outro trecho da primeira Canção do Exílio, é facilmente notada a vontade de estar em seu país. “Não permita Deus que eu morra, sem que volte para lá: Sem que desfrute dos primores que não encontro por cá: Sem qu’inda aviste as palmeiras: Onde canta o sabiá”.  Para construir nosso país da forma que queremos é preciso trabalhar com suas motivações interiores iguais as que estão expostas na Canção do Exílio tão saudosa que enfatiza uma saudade da terra amada. Para que se tenha consciência de que o país é nosso, não podemos deixá-lo a mercê de meia dúzia de pessoas que se dizem nossos representantes, na época em que lhes convêm. Na verdade, nós brasileiros não estamos cuidamos bem de nossa morada. A banda Ultraje a Rigor comprova isso em sua música quando afirma que “A gente não sabemos escolher presidente... Tem gringo pensando que nóis é indigente...”.
Na história política do país, o valor econômico jamais teve tanta força em nossa sociedade. É verdade que, em nosso meio social, sabemos que tudo tem um preço, mas, infelizmente, não damos valor à quase nada. Busca-se incansavelmente um conforto material, e não se alcança mesmo assim a felicidade. Existe um vazio muito grande em nosso peito que faz com que queiramos nos distanciar de tudo, deixarmos para alguém fazer, alguém que ainda acredite que é possível a mudança. São muitas as mazelas. Jovens envolvidos com drogas, a violência nunca teve números tão alarmantes, principalmente nas grandes cidades, fome em todos os cantos do país, desemprego, problemas com a saúde, falta de escola para o grande número de crianças que ficam nos sinais de trânsito pedindo esmolas, enfim, faltaria espaço nesta página para enumerá-las.
Assim sendo, nós brasileiros vivemos, há pouco, que poderá decidir o rumo de nosso país. Nesse momento, somos muito importantes para o país, talvez tão importantes como eram os índios quando os europeus chegaram aqui e começaram a “socializá-los”. Disseram-lhes que ser civilizado era viver na cidade, sem cara, descaracterizado; era perder a noção das origens, das tradições. Não ser civilizado era viver de uma maneira simples, ser tranquilo; era conservar os costumes originais e um grande respeito pela natureza. Chega ser irrisório, mas é verdade. Iludem a população com promessas falsas, e depois fazem como fizeram com os índios deixam-nos nas ruas e até ateiam fogo para ver o “espetáculo” da desgraça alheia. Faço agora minhas palavras as de Vinícius de Moraes quando diz que “se me perguntarem o que é a minha pátria, direi: não sei. De fato, não sei”.





Faz tempo que escrevi este texto, mas, na época, tive um cuidado: sabia que estava escrevendo (também) para pais e professores, por isso, a cada argumento lançado, procurei refutar (porque, com certeza, alguns leitores não concordariam comigo) o argumento do leitor, isto é, eu tinha que dizer o que queria, tentar convencer as pessoas, mas sabia que o que dizia não era vedade absoluta. Então tentei usar a estratégia do argumento e contra-argumento. Essa é uma boa estratégia para quem ainda não passou pela redação do vestibular. Hoje, obviamente, mudaria algumas coisas, mas como sempre digo: escrever é um processo e só escrevendo é que se chega ao sucesso. Ainda é importante dizer que uma boa leitura ajuda muito. Espero que gostem do meu texto. Abraços. Lisa

É PRECISO RESGATAR VALORES
Elisane Scapin Cargnin

Na história da educação, muitas transformações ocorreram, principalmente no que se refere aos valores universais, pois desde cedo é preciso que as crianças saibam respeitar-se umas às outras, com suas diferenças raciais, religiosas e culturais. Educar para o respeito é cortar o mal pela raiz. É também compreender a formação das injustiças sociais, pelas quais temos todos uma parcela de responsabilidade. Existem valores universais que não podem ser esquecidos quando pensamos em planejar nosso futuro e encantar-se novamente com a educação.Temos que rever a escola como meio de uma nova vivência de todo espaço educativo, principalmente, as relações entre educadores e alunos, das influências do meio escolar na comunidade local, das responsabilidades individuais e coletivas e no amor ao conhecimento. Tudo isso de um ponto de vista compreendido como um processo integral de transformação de valores éticos e atitudes.
 Ser professor requer trabalhar com suas motivações interiores, sonhos, potenciais e anseios, para fazer com que se tenha a consciência de que a escola é sua, de que cada um deve fazer sua parte. A educadora americana Jacqueline Jordan Irvine, diz que os professores podem fazer a diferença na vida da criança. Ela enfatiza que faz parte da natureza humana comportar-se geralmente da forma que se é tratado.  Isso comprova que tratar alunos como incapazes de aprender afirma-se a sua incapacidade, e vê-las como capazes de aprender resulta em sua capacidade. Os educadores têm um papel extremamente importante a desempenhar.  São eles os responsáveis pela boa educação das crianças, já que esse foi esquecido pela maioria dos pais.
Faço essa introdução para mencionar um acontecimento triste que ocorreu em uma dessas aulas que tive a felicidade de ministrar. Um aluno trouxe-me a informação de que teria usado os meus “cacoetes” em casa e que seus pais não entenderam o seu comportamento. Quando se referiu a cacoetes, estaria referindo-se às “palavrinhas mágicas” que costumo ter como hábito na sala de aula para o bom andamento do trabalho (muito obrigado, com licença, por favor...). Nesse momento, comecei a entender o porquê de tanta indisciplina na sala de aula e também o quanto é importante o meu papel enquanto professora, já que, em muitos casos, devido ao excesso de atividades, os pais precisam ser rápidos e eficientes, não existe, muitas vezes, tempo para sentar-se à mesa para fazer uma refeição com seus filhos e esse tempo é ainda menor quando precisam observá-los. O progresso não para de “atacar”, o ser humano precisa acompanhar para, no mínimo, ter uma vida digna. Isso acaba deixando a criança livre para decidir a sua própria vida. Sei que a falta de tempo não justifica o não cumprimento dos seus papéis enquanto pais, mas, infelizmente, é o que está acontecendo. 
A educadora carioca, Tânia Zaguri, autora do livro “Os direitos dos pais”, afirma que chegamos a uma situação-limite. Está na hora de os pais recuperarem sua auto-estima e sua autoridade, resgatando “boas maneiras” que andam esquecidas na educação dos filhos. Em nome do futuro do seu próprio jovem e da sociedade. “Com a revolução comportamental dos anos 60, a difusão dos métodos pedagógicos modernos e a popularização da psicologia, a liberdade passou a dar o tom nas relações entre pais e filhos (...) Em muitos lares, os pais é que se sentem desorientados e os filhos, na ausência de quem estabeleça limites à sua conduta, assumiram o papel de tiranos”. Assim sendo, é preciso que pais e professores assumam seus papéis diante da educação dessas crianças. Elas não podem ser deixadas de lado por simples justificativas que possamos estar arranjando para fugirmos de nossas responsabilidades. Trata-se de um jargão, mas as crianças são o futuro de nosso país.
(Zero Hora, 22 de julho de 2006)

Vamos escrever???? Caros alunos, aqui está a oportunidade de melhorarmos nossa produção. Aproveitem os temas sugeridos e escrevam. Abraços da profª. Lisa

Tema- 1
Natalidade desenfreada
        
Desculpem a ira, mas um país minimamente organizado não devia permitir que seus cidadãos tivessem filhos se não lhes fosse garantido dali a 18 anos um lugar no mercado de trabalho
         Está ficando insuportável o nhenhenhém de intelectuais contra uma política de controle de natalidade, severa e punitiva, tornando com essa incompreensão permissivo o nascimento de dezenas de milhões de brasileiros que serão arrasados quando atingirem a maioridade e toparem com um desemprego assassino e desolador.
         Perdoem a imagem, mas só podiam nascer pessoas de acordo com o número de vagas que estivessem disponíveis no mercado de trabalho.
Se crescesse a taxa de desemprego, medidas energéticas de contenção da natalidade teriam de ser tomadas imediatamente pelas autoridades.
         É uma irresponsabilidade dos casais e maior ainda do Estado permitir nascimentos de pessoas que se marginalizarão quando atingirem a maioridade, se já não forem consumidas pela desnutrição, pelo crime e pela prostituição na menoridade. 
(PAULO SANT’ANNA – ZH 26/06/2005)

         Agora, você, está sendo solicitado a opinar sobre controle da natalidade. Você concorda com Paulo Sant’Ana? Defenda seu posicionamento através de um texto dissertativo-argumentativo, com título, redigido entre 20 linhas, no mínimo, e 25 linhas, no máximo. Utilize o rascunho e passe a limpo na folha definitiva com caneta azul ou preta.     


Tema-2

Canudo pela Internet

O ensino a distância avança e já existem mais de 30 mil cursos oferecidos na rede, de graduação e pós-graduação até economia doméstica.
Passados nove anos de sua graduação em filosofia, a professora Ida Thon, 54 anos, enfiou na cabeça que deveria voltar a estudar. Por conta do trabalho no Museu Nacional do Calçado, na cidade gaúcha de Novo Hamburgo, onde mora resolveu ter noções de museologia. Mas para isso deveria contornar uma enorme dificuldade: o curso mais próximo ficava a 1.200 quilômetros de distância, em São Paulo. A solução encontrada não poderia ser mais prática. Ida fez curso sem sair do quarto. O computador foi a sua escola: teve aulas pela internet no site Urbi ad Verbum. “Fiquei muito satisfeita com resultado”, comemora. Casos com esse são cada vez mais freqüentes. O ensino pela web está passando por uma explosão no Brasil e já existem mais de 30 mil cursos online. Há de tudo, desde graduação e pós-graduação a treinamento profissional passando por cursos prosaicos do tipo “planejamento do orçamento doméstico”. (Revista IstoÉ, 15/08/2001)

         Qual é a sua opinião sobre ensino a distância? Você acredita que cursos oferecidos pela web podem formar bons profissionais? Por quê? Elabore um texto de natureza dissertativa-argumentativa, em letra legível de tamanho regular, com título, redigido entre 20 linhas, no mínimo, e 25 linhas no máximo.

 

Para o início das aulas. Quando li este texto, disse: está aqui. Todos temos condições de organizar nosso pensamento. Não bastam os "olhos verdes" para que haja a comunicação/interação entre quem escreve e quem lê. Até porque os "olhos verdes" não acompanham o texto. Pense nisso. Abraços. Boa leitura.

Pegando no tranco

Martha Medeiros

Não lembro qual foi a primeira vez que escrevi, mas deve ter sido o meu nome, não sou muito original. Desde então não parei mais: passei a infância e a adolescência escrevendo diários, cartas e poemas que um dia saíram da gaveta e encontraram um leitor interessado. Foi assim que tudo começou.
Hoje estou convencida de que escrever não é só minha profissão: é minha terapia. Nada ajuda mais a entender o que a gente pensa do que colocar as idéias no papel. A fala é um meio de comunicação imbatível, mas perigosamente econômico. Você pode dizer com uma única frase o que sente por uma pessoa ou o que achou de um filme, e até pode se fazer entender em silêncio, bastando usar a expressão do olhar ou um meio-sorriso.
Escrever é mais desafiador. Você não pode contar com seu tom de voz para insinuar uma ironia, não pode gargalhar denunciando um deboche, não tem os movimentos da mão revelando ansiedade. Você só conta com as letras do alfabeto e será preciso ir além de uma única frase para que acolham sua verdade e sua loucura. Você será obrigado a organizar o pensamento, a esclarecer sensações confusas, a comunicar-se sem a ajuda dos olhos verdes. Você terá de aprender a piscar com a vírgula, a seduzir com o verbo, a fazer rir antes do final da piada. Escrever é desnudar o invisível, revelar os segredos que você nem sabia que guardava. Escrever é iluminar lá dentro.
Sorte nossa que, em literatura, pode-se acender a luz com fósforos alheios: leia tudo o que lhe cair nas mãos. E escreva sem visar à Academia Brasileira de Letras. Escreva para você mesmo, 15 linhas sobre o filme Armagedon, sobre o último clipe dos Racionais, com o que sentiu com o fora que a sua namorada lhe deu. Ela fez isso? Escreva até o cérebro pegar no tranco e a mão desenferrujar. Depois que acostuma, não dói mais.

CRITÉRIOS PARA UMA BOA REDAÇÃO

 


# A adequação texto-tema é fator determinante para uma boa redação, pois evita relativizações em sua nota. Para escrever um texto adequado, ao ler a prova, sublinhe as palavras mais importantes para identificar com precisão o tema e o ângulo de abordagem a partir do qual você deverá discuti-lo. No decorrer do texto, faça recorrência dessas palavras por meio de sinônimos, antônimos, palavras do mesmo campo semântico.

# O posicionamento é imprescindível na redação. Para deixá-lo claro, você deve avaliar a situação proposta na prova, refletir sobre ela e apresentar uma tese, isto é, sua opinião. Procure empregar adjetivos, índices avaliativos e modalizadores que garantem o argumento no texto.

# A organização do texto permite ao leitor acompanhar o seu raciocínio. Para ser mais objetivo, deixe a tese clara, já na introdução e, depois, apresente argumentos relacionados a ela, isto é, que sirvam para comprová-la. Além disso, deixe clara a função de cada um dos parágrafos no texto, empregando elementos de coesão para relacioná-los.  Utilize estratégias que julgar pertinentes para a situação avaliada ou que sejam sugeridas/solicitadas na tarefa (causas, conseqüências, comparações, contra-argumentações, enumerações, etc), empregando elementos que permitam ao leitor reconhecê-las facilmente.
                                                                                   Profª. Jandira Pilar


DICAS

# O uso do gerúndio empobrece o texto.
# Adjetivos que não informam são dispensáveis. Por exemplo: luxuosa mansão.
# Evite o uso excessivo do “que”. Essa armadilha espreita períodos longos. Prefira frases curtas.
# Escreva com simplicidade.
# Evite clichês, frase feitas e jargão. Exemplos: com a corda no pescoço, andando na linha, bateu as botas, com a faca e o queijo nas mãos, etc.
# Cuidado com redundâncias. É errado escrever, por exemplo: há cinco anos atrás.
# Leia os bons autores e faça como eles.
# Escreva diários, cartas, e-mails, crônicas, poesias, dissertações, qualquer texto. Só escrevendo se aprende a escrever.
# Evite títulos muito abrangentes; não use o título como tema.
# Falhar uma linha é opcional.
# Explicar suas idéias, lembre-se de que o texto não fala.
# Trazer recursos que sustentem e comprovem sua opinião (tese).
# Evite problemas de vocabulário, por exemplo: repetições, ambigüidade, termos vagos, pleonasmos viciosos, expressões da oralidade, gírias...

PROFESSOR.... SEMPRE ERRADO?????

Gostei de ler este texto... Sempre aprendo algo novo com ele. Vamos curtir???

O PROFESSOR ESTÁ SEMPRE ERRADO.

Quando...
É jovem, não tem experiência.
É velho, está superado.
Não tem automóvel, é um coitado.
Tem automóvel, chora de “BARRIGA  CHEIA”.
Fala em voz alta, vive gritando.
Fala em tom normal, ninguém escuta.
Não falta o colégio, é um “ caxias”.
Precisa faltar, ´e um turista.
Conversa com os outros professores, está “malhando” os alunos.
Não conversa, é um desligado.
Dá muita matéria, não tem dó dos alunos.
Dá pouca matéria, não prepara os alunos.
Brinca com a turma, é metido a engraçado.
Não brinca com a turma, é um chato.
Chama a atenção, é uma grosso.
Não chama a atenção, não sabe se impor.
A prova é longa, não dá tempo.
A prova é curta, tira as chances do aluno.
Escreve muito, não explica.
Explica muito, o caderno não tem nada.
Fala corretamente, ninguém entende.
Fala a “língua” do aluno, não tem vocabulário.
Exige, é rude.
Elogia, é debochado.
O aluno é reprovado, é perseguição.
O aluno é aprovado, “deu mole”.
É, o professor está sempre errado, mas, se você conseguiu ler até aqui, agradeça a ELE!
 
Autor desconhecido